QUIBE DE PEIXE COM NOZES, SALADA DE PEPINO COM IOGURTE E HOMUS

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Desde que vi esta receita de quibe de peixe e salada de pepino com iogurte e hortelã na TV, feita pelas mãos da simpaticíssima Rita Lobo (Cozinha Prática da GNT), fiquei com vontade de experimentar.


A única coisa que “personalizei” na receita foi a inclusão de sete pimentas, um tempero libanês (encontrei no Pão de Açúcar) que é uma mistura de coentro, cominho, rosa, mahlab, noz moscada, canela, páprica doce, gengibre, pimenta preta, pimenta vermelha, cravo e galanga (seja lá o que for galanga...). Além de ter um cheiro inebriante, achei que casou super bem com o sabor do quibe.


A salada de pepinos é o acompanhamento perfeito. Também preparei homus no mesmo dia (essa, receita minha mesmo, que vou fazendo sem muita medida, você pode colocar mais ou menos limão ou tahine, a gosto), servido com pão sírio. Foi um belo almoço libanês!


Eu não tenho palavras para descrever como eu sou fascinada por comida feita em casa. Acho que vale tanto a pena gastar um tempinho relativamente pequeno do meu dia para produzir comida de verdade, infinitamente mais saudável e mais gostosa do que comida pronta (industrializada, do delivery ou mesmo de alguns restaurantes), que parece natural a ideia de todo mundo desbravar um pouco a cozinha. Ao menos para se virar no básico, ou pelo menos para saber preparar seu prato preferido, e poder fazer isso na hora em que bem entender. E o melhor, ir descobrindo a sua própria versão dos pratos, personalizando-os e transformando-os conforme o que mais te agrada.


Ok, eu sei que nem todo mundo gosta disso como eu, nem todo mundo é a maluca da cozinha que tem insights e epifanias cozinhando, nem fica admirando diariamente como é bonita a comida e aquele tomate italiano vermelho perfeito e perfumado, feito uma viagem psicodélica. Também sei que tempo não é um item exatamente abundante nos dias de hoje...


Mas, por outro lado, todo mundo tem que comer, não? E, salvo algumas raríssimas exceções que conheci na vida, a questão é que todo mundo também GOSTA de comer, certo?


Então, eu penso, que seja comida de verdade! Mas, para que ela exista, alguém tem que cozinhá-la antes... E nem todo mundo tem um cozinheiro à disposição o tempo todo. Solução? Ir para a cozinha de vez em quando.


E isso me leva de volta à Rita Lobo. Esta receita de hoje e algumas outras que testei e aprovei me levaram a querer seu último livro, Pitadas da Rita, Editora Panelinha (presente do marido, depois de percebeu o quanto namorei suas folhas na livraria <3). E, apesar de já esperar algo muito bom, o livro ainda me surpreendeu muito além das expectativas! É quase uma enciclopédia de consulta da cozinha simples, caseira e deliciosa. Completíssimo e lindo, cheio fotos lindas e úteis.


É este aqui:

Livro Pitadas da Rita, Blog de Comida Pitadas da Rita

Recomendo muito esse livro para quem gosta de cozinhar em casa, ou como um começo para quem está a fim de aprender, ou está cansado de pedir pizza quase todo dia (e aí, Luciano, tudo bem?), ou simplesmente está começando a criar coragem para encarar a cozinha para comer melhor, porque-não-tem-outro-jeito.


Eu, que não comecei a cozinhar há muito tempo, sei como é boa a sensação de preparar algo e o resultado ficar exatamente do jeito que você imaginou, ver que a mágica deu certo, que você é capaz de fazer quibe, purê, lasanha com as suas mãos, assim como sua mãe e sua avó... E que valeu a pena assistir um pouco menos de TV ou usar um pouco menos a internet naquele dia em prol do jantar.


E, na boa, não custa experimentar, vai! Pode ser só uma questão de (falta) de hábito. Vai que, começando, você toma gosto pela coisa e gosta de preparar o jantar de vez em quando? Vai saber...


QUIBE DE PEIXE (LIVRO PITADAS DA RITA, Rita Lobo)

500g de filés de pescada limpos

½ xícara de coentro

1 xícara de trigo para quibe

½ xícara de chá de água

Raspas de 1 laranja

Raspas de 1 limão

½ xícara de nozes picadas

Sal e pimenta síria a gosto

2 cebolas

1 pitada de açúcar

5 colheres (sopa) de azeite

Gomos de limão para acompanhar

1 colher (sobremesa) de Sete Pimentas (não tem na receita original, personalização by me).


Processe os filés de peixe no processador com o coentro (uma metade depois a outra, para que tudo fique com o mesmo tamanho) ou pique-os bem com uma faca.


Corte as cebolas em metades e depois em fatias bem finas.


Em fogo baixo, regue uma frigideira antiaderente com 1 colher (sopa) de azeite e coloque as cebolas, uma pitada de sal e outra de açúcar, e deixe por uns 15 minutos, mexendo de vez em quando, até caramelizar.


Forre um escorredor de macarrão com um pano de prato limpo e, dentro dele, lave o quibe com água corrente. Após, torça bem o pano, espremendo bem para tirar a maior quantidade de água possível.


Em uma tigela grande, misture bem o trigo, o peixe com o coentro, as raspas de limão e laranja, as nozes e a cebola já caramelizada, o sal, a pimenta síria e o sete pimentas.


Leve tudo a uma forma refratária untada com 1 colher de azeite e aperte bem, alisando a superfície com uma colher molhada (na receita da Rita, ela fala com a mão molhada, mas eu me dei melhor com a colher).


Risque a superfície do quibe em losangos com uma faquinha e regue a massa com uma colher de azeite.


Asse por aproximadamente 30 minutos em forno pré-aquecido a 180 graus.


SALADA DE PEPINO, HORTELÃ E IOGURTE (LIVRO PITADAS DA RITA, Rita Lobo)

2 pepinos japoneses

1 copo de iogurte natural

1 colher (sopa) de azeite

Sal de pimenta-do-reino preta moída na hora a gosto

15 folhas de hortelã


Lave e seque bem os pepinos e as folhas de hortelã.


Corte o pepino em fatias o mais finas possível, com uma faca ou com um mandolim (como não tenho mandolim, cortei com a faca).


Pique as folhas de hortelã em fatias finas.


Misture tudo e sirva a seguir acompanhando o quibe de peixe.


HOMUS

1,5 xícara de grão de bico

2 colheres (sopa) de tahine

1 dente de alho pequeno

Suco de 1,5 limão

Sal e pimenta-do-reino preta moída na hora a gosto

2 colheres (sopa) de azeite

Água do cozimento do grão de bico


Deixe o grão de bico de molho na noite anterior e cozinhe até amolecer (40 a 50 minutos) ou cozinhe direto (sem molho) na panela de pressão por 30 minutos. Reserve a água do cozimento.


Leve o grão de bico cozido ao liquidificador com o tahine, o alho, sal e pimenta.


Bata no “pulsar” algumas vezes e depois direto e vá acrescentando aos poucos a água em que foi cozido o grão de bico e o azeite, revezando (tem que ser devagar para incorporar melhor e ficar mais macio, eu vou colocando pela tampinha aberta).


Faça isso até atingir a consistência desejada (de uma pasta grossa).


Experimente e, se necessário, corrija sal, pimenta e limão.

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