BOLO DE IOGURTE DA NIGELLA


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Quando decidi preparar este bolo, confesso que não tinha expectativas muito altas.


Mesmo sendo receita da Nigella (ou seja, daquelas que você já sabe que vai dar certo antes de começar), acreditava plenamente que seria um bolinho bom, daqueles que acompanham bem um café, mas simples. Do tipo, gostei da foto, tenho os ingredientes na geladeira... Logo, decidido. Vai ser este! Não esperava nada como “nunca comi algo assim antes”.


Eu deveria saber que isso não acontece muito quando se trata da Nigella. Ou de receitas italianas tradicionais.


Pensei que é assim também na vida. Expectativas demais geralmente significam realizações de menos. Porque geralmente a expectativa é colocada em um fator externo a nós, que acreditamos que pode nos fazer mais felizes. A casa perfeita, o trabalho ideal, aquele dia no futuro quando eu conseguir malhar todos os dias e comer alimentos orgânicos de duas em duas horas...


Mas aí é que está a incoerência: a felicidade está dentro, e não em nada, nem em ninguém fora de nós; também nem no passado que não aconteceu, e nem no futuro que sabe-se lá se vai acontecer. E aí a coisa desejada até vem, mas não traz aquilo tudo. E toda a expectativa toda se vai por água abaixo.


Perceber isso em cada aspecto (e em cada momento) da vida tem sido o meu exercício diário preferido. Viver o hoje, com tudo o que ele tem. E como é bom e libertador ir descobrindo como viver apenas o dia em que acordamos, até a hora de irmos dormir. É quando as coisas de fato acontecem, não?! Fico me perguntando: tem outro jeito de REALMENTE viver de verdade?


Quanto à receita, o resultado foi deliciosamente surpreendente. Um bolo extremamente leve, macio (amei a mistura farinha de trigo + amido de milho + iogurte) e perfumado pelas raspinhas do siciliano. Bom demais.


Ele não cresce muito, por não levar fermento. Todo o arzinho que infla a massa por dentro vem das gemas beeem batidas com o açúcar e o iogurte, e das claras em neve. É como se fosse um “sponge cake” para fazer (ovos bem batidos e sem fermento). E tão macio e delicado quanto.


Ao explicar a receita no livro (o fantástico Nigellissima, só de comida italiana), ela conta que é uma receita típica e bem simples da Itália, daquelas que cada família tem a sua. Eu, definitivamente, também já elegi a minha! <3

BOLO DE IOGURTE

Do livro Nigellissima, da sensacional Nigella Lawson


150g de iogurte natural (usei integral)

150 ml de óleo vegetal sem sabor (usei de girassol)

3 ovos

250g de açúcar refinado (uso muito pouco, mas aqui vale a pena)

1 ½ colher (chá) de extrato de baunilha (procure usar extrato mesmo ao invés de essência, porque esta nem baunilha de verdade tem)

Raspas de ½ limão siciliano (como o meu era pequeno, usei um inteiro)

175g de farinha de trigo

75g de amido de milho (maisena)

1 colher de açúcar de confeiteiro, para polvilhar

** 1 forma com buraco no meio de 22 cm ou 1 forma de fundo removível de 22 ou 23 cm (a Nigella não recomenda usar uma forma menor, para que o centro do bolo asse perfeitamente).


Pré-aqueça o forno a 180°C (no forno elétrico, programei 170°C, com calor embaixo e em cima, e foi perfeito) e unte a forma (a receita recomenda óleo vegetal apenas, não prestei atenção e untei com manteiga e farinha, e ok).


Separe as claras e gemas dos ovos. Bata a clara até obter picos firmes. Reserve.


Bata as gemas com o açúcar e o iogurte até que a mistura fique aerada e leve (tem que bater por um tempinho considerável).


Sem parar de bater, junte lentamente o óleo à mistura das gemas, Após, a baunilha e as raspas de limão siciliano.


Siga batendo e junte a farinha e a maisena. Pare de bater e raspe e misture tudo com uma espátula de silicone.


Com uma colher de metal, acrescente as claras em neve e, com a espátula, incorpore-as delicadamente (sempre mexendo devagar, mas com ritmo, de baixo para cima da massa, e nunca mexendo de forma circular, para que o ar que está dentro das claras em neve não se perca), até que esteja homogêneo.


Coloque a massa na forma já untada e leve ao forno por 30 a 35 minutos ou até que os lados se descolem da forma e um palito espetado no centro, saia limpo.


Deixe passar uns 10 minutos antes de desinformar e, depois, espere que esfrie completamente antes de cortar e polvilhar com açúcar de confeiteiro.


Rende 16 fatias.

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