COSTELINHA DE PORCO COM SHOYU E MEL


Taí uma coisa que é muito boa, mas que eu, pelo menos, acabo sempre esquecendo de preparar em casa. Só lembrava de costelinhas quando ia ao Outback.


E comprovei que é super fácil de fazer, pois nunca tinha feito antes na vida, mas ficaram espetaculares de primeira. O Tio Fausto, que faz costelinhas boas demais, ajudou nas dicas. :)


Há um ou dois anos atrás eu nunca imaginaria que dava para fazer costelinhas tão gostosas em casa. Ou explicando melhor, que EU conseguiria isso. Costelinha, feijoada e essas coisas, na minha cabeça, eram coisa de "gente que entendia de cozinha", coisa de abuelas, nonas e mães, ou seja, bem distante dos meus parcos conhecimentos.


Mas basta começar a tomar gosto pela cozinha que ela vai se descortinando, e tudo vai ficando cada vez mais fácil. Ou melhor, você vai perdendo o medinho.


Aprende a temperar carnes, depois aprende a assar, se um dia passou um pouco o ponto, no outro, você já sabe que tem que assar menos. E, quando se dá conta, aprendeu a assar qualquer carne que cair nas mãos. Sem medinho de ficar mais salgada que um bacalhau (ou sem sal nenhum), sem pânico do porco cru "porque não vou saber até quando devo assar"...


E percebe que fazer costelinhas maravilhosas em casa é, realmente, para qualquer um que se disponha, iniciante, intermediário ou master abuela chef. Não é legal? :)


Quanto ao shoyu, minha dica é usar shoyu de verdade, ou seja, que tenham na composição só soja e sal. Fuja correndo de glutamato monossódico, açúcar, corantes e xaropes. Essas coisas esquisitas fazem um mal danado, e quanto ao açúcar, é só para disfarçar shoyu que não é shoyu... Basta ler a composição nos rótulos. Como é bem difícil achar esse tipo de shoyu, faço concessões apenas para milho misturado na fórmula, quando não tem um melhor (mesmo sabendo que provavelmente é transgênico, mas melhor que essas porcarias todas).


Desde que comecei a ler os rótulos de TUDO o que compro, minha visão sobre a indústria da alimentação mudou. É muito difícil encontrar algo que não seja lotado de conservantes, modificadores, melhoradores, corantes, emulsificantes... Meu Deus, e isso não é comida nem aqui, nem em Plutão, nem na China! Ler os rótulos para escolher o que comprar é saber que, de tudo o que está à disposição no supermercado, você só vai querer comprar uns 15%. E olhe lá. É claro que nem sempre dá, mas na medida do possível, evito fortemente no dia a dia. Se parar totalmente de comer industrializados é quase impossível na vida de hoje, diminuir é o jeito.



COSTELINHA DE PORCO COM SHOYO E MEL


1 Kg de costelinhas (as minhas já comprei cortadas, pode ser num pedaço só também)

2 colheres (sopa) de shoyu

1 colher (sopa) de azeite

1 colher (sopa) de mel

1 colher (sopa) de suco de limão

1 colher (sopa) de páprica picante

1/2 colher (sopa) de vinagre balsâmico

3 dentes de alho grandes espremidos

2 folhas de louro

sal e pimenta-do-reino a gosto


Espalhe e esfregue bem todos os temperos sobre a costelinha na noite anterior ao preparo (essas horas são importantes para que a carne "pegue" mais o tempero). Guarde em recipiente tampado na geladeira.


Retire da geladeira meia hora antes de colocar no forno pré-aquecido a aproximadamente 200/210 graus (alto).


Asse por 20 minutos, retire a costelinha e, abaixe a temperatura do forno para aproximadamente 170/180 graus (médio) e asse por aproximadamente meia hora ou até que a carne esteja bem assada (bem dourada).


Dica: se nesta fase final ainda não estiver bem douradinha, regue com um tiquinho (só um tiquinho mesmo) de shoyo e mel, para ajudar a dar uma caramelizada.


Dica 2: tente a todo custo achar um shoyu que não tenha na composição glutamato monossódico, açúcar, xaropes e corantes caramelo. Isso, além de não ser shoyu de verdade, que é feito só de soja e sal, faz um mal danado.


© 2014 por Abuela Juana. Orgulhosamente criado com Wix.com